O Apartamento em Lisboa

Lisboa estava quente naquela noite. O ar pesado, as ruas cheias, a cidade viva.

Mas no interior daquele apartamento, tudo era diferente.

Ela abriu a porta com calma, como se já soubesse exatamente quem estava do outro lado.

— Entra — disse, com um gesto simples.

O espaço era minimalista, mas acolhedor. Luz suave, música baixa, uma janela aberta com vista para a cidade.

Ele entrou, observando os detalhes. Havia cuidado em tudo.

— Gosto de lugares assim — comentou.

Ela sorriu.

— Eu gosto de controlar o ambiente.

Sentaram-se. A conversa começou de forma natural, mas havia sempre algo por trás — uma tensão subtil, uma curiosidade mútua.

Ela falava com clareza, sem rodeios. Sabia quem era, o que queria, e isso refletia-se em cada gesto.

Ele, por outro lado, parecia estar a descobrir tudo ali, naquele momento.

A proximidade foi acontecendo sem pressa. Um olhar mais longo. Um silêncio mais carregado.

Lá fora, Lisboa continuava barulhenta.

Lá dentro, o mundo era outro.

— Sabes o que mais gosto nas pessoas? — perguntou ela.

— O quê?

— Quando deixam de fingir.

Ele ficou em silêncio por um instante.

Talvez fosse isso que tornava aquele momento diferente.

Não havia personagens. Não havia necessidade de provar nada.

Apenas duas pessoas, num espaço fechado, com tempo suficiente para serem reais.

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